Primeiras Resenhas: Destruir Tudo de novo e Didático.
-
Destruir tudo de novo.
Aquele solinho de inicio não deve ter agradado muitos, mas enfim, a música Faixa 1, Destruir tudo de novo, abre o tão esperado Um homem só. Um título aparentemente apocalíptico, mas porem muito positivo, como o próprio compositor, Rodrigo Lima, já afirmou. Uma regra que dá um bom inicio de interpretação é “...novas regras de subversão, vou matando a verdade, BUM!, Ai está você...”. Para que você possa se conhecer a fundo, é necessário que você derrube suas verdades, as regras de subversão devem ser analisadas com uma razão própria. É muito mais cômodo ser camelo, ou seja, servir, vagar no deserto inventando mentiras, se enganar pra não ter que contestar, fingindo que tudo anda bem, nada precisa ser modificado. É preciso tirar as vendas, ver onde realmente se encontra e, conhecendo-se, poder fazer a diferencia para si e para o próximo. Destruir tudo de novo sugere isso, destruir suas armaduras, combater na carne viva, nu. Várias coisas nós prendem, comodidade, ilusões, facilidades e nesse dia-dia deixamos tudo em seu devido lugar. As mentiras vão tomando conta e quando percebemos já estamos envolvidos de mais.
Mudar as atitudes, bater um papo consigo mesmo, escutar mais, impor-se menos. Se preciso, destrua-se, reveja seus conceitos, suas mascaras. A musica é o fim do espírito camelo, que nasceu pra servir. Será que você se sente realmente bem? Tudo tem seu limite. As mentires que vivem nós satisfazendo tem quem cair. Nossas respostas que parecem tão certas e corretas, podem não valer a saliva.
Seguir a tendência, o grande movimento atual, pode ser fácil, afinal você joga as responsabilidades pro outro. Destrua-se, renove-se.
-
Didático.
É a musica mais cidadão padrão do CD. Abordando questões sociais e econômicas, temas que marcaram profundamente os outros Cd´s da banda. Mas não é uma letra comum, tem crítica e assim como todo CD, chamam a responsabilidade pro individuo. Em uma sociedade onde o Estatus QUO predomina, o método é muito simples, perca menos ganhe mais, a letra chama isso de jogo democrático. O seu cotidiano é muito diferente da beleza que a televisão transmite. Enquanto poucos se esbanjam nos presentes da noite de Natal, uma grande parcela não tem um teto. A tv tentando tranqüilizar sua mente, demonstram algumas doações, como se estivessem salvando a noite de todos pobres, mas não, com certeza, não estão.
Você trabalha oito horas por dia, subordinado a um patrão sem educação para conseguir certa ascensão, mas na verdade, se for para pra pensar, você já rala a muito tempo, e quem está cada vez melhor são seus chefes. Cercados de instrumentos políticos ideológicos, que deveriam servir para nos informar, acabam distorcendo tudo, deixando todos sorridentes, como se tudo estivesse bem. E a definição do nosso cidadão padrão é da na música: “Você é só mais uma peça, subestimado, amedrontado em seu devido lugar”. Passar o mês entediado com o trabalho e no final esquecer tudo.
E a problematizarão é clara, o que nós estamos fazendo para que tudo isso mude? Até quanto vamos acreditar que tudo vai melhorar com o a próxima eleição? Não tem o que espera, a solução é fazer acontecer, começando por você mesmo.
Bruno.
Escrito por Cidadão Padrão às 19h16
[]
[envie esta mensagem]

Projeto Resenha.
O Álbum Um homem só, lançado em 2006 pela Deck Disk, por algum motivo não resolveu seguir tendências, bandas modelos, letras batidas, enfim, álbum digno de ser intitulado no segmento Hardcore, com uma postura inovadora, musica engajada, mantendo o caráter vanguardista que a banda sempre teve. A expectativa dos fãs era clara, o pessoal estava ansioso, alguns esperando o CD da banda preferida. Alguns preocupados se a banda iria seguir a mesmice que assola todas as bandas, mas se decepcionaram, a banda resolveu abordar um tema muito relevante, o individuo e suas atitudes diárias. A crítica sempre espera que as bandas praticamente copiem o tipo de som do Ratos de Porão, se não for assim, ela esta pronta pra meter o pau, foi o que aconteceu.
Como já era de se esperar, antes mesmo do lançamento oficial, a banda já incluiu músicas do novo álbum ao seu repertório, como Obrigação. Não deu outra, os fanáticos de plantão gravaram e esse material foi postado na internet. Mesmo não sendo uma ótima qualidade, dava pra ver que a pegada era a mesma, as coisas continuavam rápidas. As temáticas ainda estavam na penumbra, não tínhamos tanta clareza das letras, alguns trechos ainda eram obscuros. Surge ai o clipe obrigação, todo elaborado literalmente falando, a musica bem trabalhada, Clip bem produzido, estréia na MTV. A melodia não agradou a todos, alguns diziam: “Não estou satisfeito, ta muito calmim, dead fish não é assim”. Outros sem o mínimo de argumento somente diziam pro osmose: “Dead Fish se vendeu mesmo”. Parecia que todos queriam demonstrar que a banda se vendeu, como se fosse um bando de intelectualóides querendo criar uma interpretação pra ser o primeiro a demonstrar que o grupo não já era como antes. Forçaram tanto a barra, chegaram a dizer que a arvore do fundo representava o underground, e as folhas caindo representavam a saída da banda do meio independente. “Nem sempre as coisas mudam pra melhor, penso todo dia em nós sabotar”, esse trecho foi visto como um atestado de má qualidade da banda, uma declaração de arrependimento pós assinatura com a gravadora Deck Disk. Pura inocência, pois a todo o momento, nas entrevistas, toda a banda dizia-se super feliz com o álbum e com os rumos que a banda estava tomando.
Como produtores, alem de Rafael Ramos (Deck Disk), tivemos Phill e Hóspede, dois guitarristas que trouxeram um lado mais técnico pra banda. A composição das letras ficou por conta de Rodrigo Lima, fundador e vocalista. Influência, como disse o próprio Rodrigo: “Nietzsche, Stinner, Hakim bey, Tim Maia, Sandman, Refused, Misfits, Social Distortion, Centro de São Paulo, revista quase, Cuma?, Gil scott heron.” O titulo Um homem só já diz muita coisa. Abordar questões individuais, o que você vem fazendo pra se melhorar e melhorar o ambiente a qual está envolvido, são esses bombardeios que norteiam o CD. Letras pequenas, como por exemplo, canção menor, é um soco racional no estômago dos acomodados, uma pancada em nós, que sempre deixamos tudo pra depois, fingimos que esta tudo bem, mas a bem verdade é que vamos de mal a pior. O álbum é um convite a rever suas atitudes, suas verdades, seus conceitos ultrapassados, suas mascaras. Desligar-se das repostas prontas, dos ranços. Os combates às verdades únicas continuam ativos. Enfim, a única pessoa que pode te salvar é você mesmo, agora você está só, pronto pra sujar as mãos, fazer-se uma pessoa mais digna e coerente. Não é do céu que vai cair sua salvação, você mesmo, sem ajuda, sem méritos ou medalhas, por você e mais ninguém, deve rever seus conceitos.
O novo álbum não tem como ser desligado dos outros. Não é possível que não perceba-se musicas como Hoje, Cidadão Padrão, A Urgência, No chão impregnadas no CD.
Querendo ou não o CD está ai, tratando de você de mim, de nós. Pros preguiçosos talvez seja muito chato interpretar as letras, por que afinal fala dele, do que ele vem fazendo, o que ele vai fazer quando a porta bater. Quando nossas verdades forem postas na nossa frente, quando perceber que tudo isso é uma questão de concepção, as paixões viciosas forem retiradas, ai sim realmente vamos nos conhecer. Boa viajem em si mesmo!
Escrito por Cidadão Padrão às 19h16
[]
[envie esta mensagem]

Projeto Resenha
Projeto Resenha – Um Homem só. Participe.
“Larga mão de ficar enrolando na internet, faça algo de útil.”
O projeto das resenhas foi desenvolvido por mim e pelo Arthur. Eu e ele resenhamos todas as músicas no intuito de abordar alguns pontos. Não é nada verdadeiro, científico, é algo simples, porem não tem nada de simplório.
Cada semana vamos disponibilizar duas resenhas, seguindo a ordem do CD, duas músicas por semana. Sendo que cada semana a resenha fica por conta de alguém, para que possamos sempre abranger um leque maior de interpretações. Você também pode entrar nessa, esse é o objetivo, produza seu material e se estiver a fim de divulgar entre em contato.
O objetivo é que todos participem, deixando a comodidade de lado e, fazer algo de proveitoso.
Tudo vai ser colocado no Blog http://conceitosdistorcidos.zip.net/index.html . O primeiro passo já foi dado. Postei uma visão geral do CD e duas letras (Destruir tudo de Novo e Didático) . Na semana que vem é a publicação das mesmas duas, só que agora do Arthur. Enquanto tivermos autores diferentes, vamos postando as duas. E assim segue. Postaremos sempre no domingão. Somente hoje vou postar no sábado.
O prazo de uma semana para cada duas musica é para que possamos receber o maior número de material possível. Todos podem participar, independente da visão. Larga mão de ficar enrolando na internet, faça algo de útil. Vamos colocar pra fora a interpretação, por mais bizarra que seja, sendo ela coerente e argumentativa, logicamente. Participem!
Adote essa idéia, ajude na divulgação.
Quem vai dar à cara a tapa?
Contato, envio de material e tudo mais: bals88@gmail.com
brunoabnner@hotmail.com ( só Msn, não olho esse email.)
Escrito por Cidadão Padrão às 19h12
[]
[envie esta mensagem]

|