O projeto deu uma enrolada. Por falta de motivação não foi, pois muitos elogiaram, isso contribui de grande forma pra gente continuar. É férias, mais tempo pra escrever, ler, ouvir, enfim viver. Vai ai um texto embasado na Música Obrigação, faixa 6 do CD Um homem só. A música foi uma das primeiras a sair antes do CD. Na época foi música de trabalho, tanto nas rádios quanto no trabalho de VídeoClip. Não agradou tanto a grande massa que acompanha o trabalho do grupo, talvez por preguiça de tentar compreender a temática, talvez por que ouviu o outro falar que era ruim. Infelizmente Por pura vaidade, querendo manter a pose underground, deixaram uma grande canção de lado.
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TEXTO BEM ABAIXO:
Escrito por Cidadão Padrão às 10h37
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Obrigação
Relacionamento entre duas pessoas. Coisa difícil. No começo tudo ótimo. Depois, sem tempo calculado, tudo se torna uma obrigação. Não necessariamente uma relação de casal, mas também de pai para filho, amizade, time de futebol, parceiro de banda e todos os tipos de relações que envolvem dois seres humanos. Chega um ponto em que a monotonia te envolve de tal maneira, que fica impossível disfarçar, e o melhor a fazer é dialogar, expor o problema, com outras palavras, explodir. Talvez seja a hora de mudar os caminhos.
Como anda seu relacionamento? Realmente não existe receita para medir o grau de intensidade de um relacionamento. Talvez uma boa seja a força do abraço, freqüência dos olhares e o maior de todos a confiança. Mas sentimento é coisa difícil, então não vamos cometer o erro de limitar. Também não tem como definir quando se tornou uma obrigação. Talvez seja a hora em que você quer sabotar tudo, explodir tudo que já não lhe agrada, mandar tudo pro espaço, buscar outros caminhos. Essa talvez seja a hora de rever, dialogar e colocar tudo em dias.
Tudo te toma tanto tempo, que às vezes não lhe sobra tempo nem pra você mesmo, logo não sobra tempo para o próximo que sempre está ali querendo seu melhor. No final do dia é difícil tirar lá do fundo uma palavra de afetos, afinal fora um dia desgraçado, cheio de injustiças, sermão do chefe e outras mazelas que vivem a incomodar.
Essa relação não pode se limitar ao “par”. Estamos em constante relação com o próximo. Com o pai, filho, mãe, padre, pastor, colega de ônibus, colega de vã, coloca de classe, professor, namorada (o), cara da mercearia e tantos outros. Não é questão de abrir estampar um sorriso na cara, pra passar uma imagem de feliz. Não adianta querer se enganar, sorrisos forjados não são nada difíceis de perceber. A questão é tentar ser gentil, em cada ato do se dia a dia. Se fizer melhor, tornar o dia do próximo mais agradável, indicar um livro, dar um abraço daqueles que a pessoa não recebe faz tempo. Passamos horas desabafando e nem sequer nós damos o luxo de perguntar se o outro está bem, se precisa de ajuda.
Chega-se ao ponto do outro se tornar um fantasma. Simplesmente vocês estão ali, juntos, dia a dia. O que era pra ser uma maravilha, simplesmente virou um clichê, totalmente sem sal. Estranho né? Por fim, chego o limite de um se anular do outro. Criamos regras, limitações, não concebemos espaço, não permitimos um diálogo, nós trancamos dentro do vazio.
Como reagir? Ta ai uma boa questão. Pense no seguinte: O cara te empresta um CD que ele ama, mas você acha péssimo, mas você nem se deu o luxo de escutar todo CD, faixa por faixa, dar o carinho justo do mesmo modo que a pessoa lhe indicou o CD. Não é preciso fingir que gostou, mas dê a devida atenção, faça jus ao afeto do próximo. Vale memso a pena se anular diante de quem te quer bem? Tenha mais tempo pra você, logo para o próximo. Dê mais abraços. Ria mais um do outro. E que seja doce.
Escrito por Cidadão Padrão às 10h36
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