Boas Novas!
Fui conversar com um antigo professor. Um cara que me ensinou a falar e ver as coisas mais coloridas.
Volta e meia ouço, “pensar de mais cansa”. Pensar sobre nós próprios então, nem vou comentar. O que norteia grande parte dos pensamentos é a dúvida. Questionar se vai dar certo, se esta bem, se vai ficar tudo como você planejou. Pior então quando nada foi premeditado, você só seguiu o que o coração achou mais coerente naquele exato instante.
Colocar as decisões na balança normalmente é o mesmo que medir o tamanho do tombo. Principalmente pra pessimistas como eu. “Já está tudo horrível mesmo, vamos abandonar isso logo, basta pra mim”, volta e meia me digo isso.
Quando seus planos não interessam aos que te rodeia a coisa fica demasiadamente insuportável. Quando você rompe com os bairismos familiares, musicais, culturais da sua turma, você passa a ser o “bixo estranho”. Quando você quer muito uma coisa, ou seja, você só convive que essa coisa, você só sabe falar sobre tal assunto. E não é recíproco. Você se depara diariamente com caras e bocas estranhas ao comentar sobre seus interesses, é um soco no estomago. Parece que o filme que você insiste em ver colorido pro outro é preto e branco, como diria Zeca Baleira(baleiro, isso é propocital).
Quando você se depara com alguém que apenas te diz, “vai, vai dar certo, corre atrás que você consegue”. Sabe, às vezes tentar se comunicar com quem não entende o que você fala, cansa. Então, quando seu universo particular é transplantado pra visão do outro e tudo aquilo também faz sentido aos olhos de outra pessoa, você cresce.
Não que sejamos dependentes de palpite alheio. Não que não somos auto-suficientes. Mas simplesmente as coisas começam a fazer mais sentido. Rola uma comunicação, então, você fica mais informado. Sua linguagem começa a divertir o outro. “Nossa, o filme passa colorido pra ele”.
Nada melhor que voltar pra velha casa amarelada e fraca. Prato fundo pra toda fome que há no mundo, Zeca Baleiro de novo. Penso que é do começo que você tem uma visão melhor do final, até por que você quer que seja assim, e será. No meio, já meio cansado, o final é escuro e pouco provável. Voltar, sutilmente, deixando renovar-se.
As rotas prontas não necessitam de pernas, sós muletas. O caminho das pedras por sua vez é o inverso. Pernas e acreditar. Visão, lúcida.
Escrito por Cidadão Padrão às 12h02
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