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Conceitos Distorcidos
 


Vontade de ser mais.

Do mesmo modo que a solução pro mundo não é mudá-lo de lugar, penso que mudar o meu lugar dentro deste sistema não faz de mim melhor ou pior. Ou seja, eu posso assumir uma posição para contribuir com esse melhor, mas a questão é: onde ancorar, em que lugar devo me refletir, onde meus brilhos devem cegar? Em outras palavras, sei muito bem de onde venho, e de certa forma sei para onde vou, mas devo partir de onde venho ou devo mudar de lugar para mudar? O fato é que o brilho já quer explodir.

Você quer mudar, mas até que ponto você é diferente? Penso seriamente se sou mesmo tão oposto ao que fui há um tempo atrás. Até que ponto sua diferença pode fazer sentido para com o próximo? E isso é importante, afinal você não está só. Você é um só que se dispões, faz, vontade sobre vontade. Mas a caminhada só pode ser cega e limitada. Porém me questiono, quando se não agora? Veloz. Veloz. Veloz. Já não se pode esperar. E afinal, se esse texto exprime uma vontade de ser mais, me diz, porque não já?

O que me freia nessa descida com certeza são os mortos que não enterrei, sinceramente não pode ser outra coisa. Até agora, buscando algum motivo que por ventura não me permita ser mais, nada pude encontrar se não os mortos vivos. Mas esses não são idéias, afinal essas eu não me preocupo em refutar, esquartejar, elas estão pra isso mesmo. Os mortos vivos os quais me refiro estão mais do que vivos, estão aqui, aí. São pessoas, familiares até e ranços. E então, se não concordo em mudar de lugar para começar, ou seja, mudar meu mundo de lugar para atuar de uma outra maneira não é coerente agora, então, os mortos vivos não estão mesmo mortos, afinal eu ainda estou no mesmo mundo, na mesma casa, na mesma cidade e no mesmo grupo.

“Pra onde posso ir sem me carregar? Não há outro “eu” em outro lugar. Então encaro o desafio de transformar aquilo que me forma. Veloz. Veloz. Veloz...” Desde que cada esperança se tornou ação, não podemos mais parar. “Entre hoje e amanha um mundo pra criar, quem se não VOCÊ?”

 

 

*Este texto é absolutamente reflexos pessoais de algumas músicas do Colligere.



Escrito por Cidadão Padrão às 19h24
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