Quisera eu conseguir esquecer tudo e seguir. Seguir pelo tempo que fosse, por qualquer lugar, por qualquer caminho, mesmo que tortuoso. E saber que, ainda assim, você não se importaria, como sempre fez, como nunca fez. E tudo que nós planejamos, e tudo que eu sonhei por mim e por você se perdeu. Todas aquelas migalhas que me satisfizeram (lembra-se delas?), hoje são vistas como realmente são: migalhas. Sem idealismos, sem ilusões, sem fingimentos. Porque simplesmente tudo isso é muito pouco, simplesmente eu me deixei levar para outros caminhos, distantes e diferentes dos seus. É o cansaço, é a falta de crença em mim, é a falta de confiança em você. Mas faça e seja o que você achar melhor, mesmo que seja o seu pior. Eu vou fingir que não me importo. Fingir, de novo. Só pra saber se fingir longe de você diminui o ímpeto, o torpor, a tempestade.
Escrito por Cidadão Padrão às 20h17
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